- Guerrilheiros do ELN se preparam para um novo conflito militar enquanto o presidente da Colômbia promete uma ofensiva.
- O ELN afirma que sua luta contra o Estado é justificada pela desigualdade econômica e política.
- Analistas de segurança acreditam que os grupos armados na Colômbia se fortaleceram nos últimos anos.
Conflito em Perspectiva
No departamento do Chocó, no coração das florestas colombianas, membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) guerrilheiro estão se preparando para um retorno potencial à guerra. Camuflados e armados, eles estabelecem acampamentos sob a copa denso da mata, ocultos da vigilância aérea.

Enquanto o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, se prepara para tomar posse com planos de retomar operações militares contra rebeldes, o ELN está se preparando para o combate. O comandante do Fronto Ocidental, conhecido apenas por seu apelido Yerson, enfatiza que, se receber ordens do comando do ELN, eles lançarão ataques tanto em cidades quanto em áreas rurais.
A Batalha Ideológica
Fundado nos princípios do marxismo-leninismo, da teoria foco de Che Guevara e do teologia da libertação, o ELN foi uma das maiores guerrilhas da Colômbia. Embora a Farc tenha se desmovilizado após um acordo de paz em 2016, o ELN permanece comprometido com a realização dos seus objetivos através de transformações políticas e econômicas antes de deixar as armas.
Desafios Atuais e Forças
O ELN opera com aproximadamente 6.300 membros na Colômbia e na Venezuela. No Chocó, o grupo tem cerca de 60 combatentes, incluindo um número igual de homens e mulheres de origem indígena e afro-colombiana. Yerson explica que a maioria se une por necessidade devido à escassez de oportunidades econômicas.
O principal meio de subsistência do ELN são os minérios ilegais e a madeira, além de sequestros para resgate. O grupo permanece comprometido com sua luta por 62 anos, acreditando que só através de um conflito contínuo poderão alcançar mudanças duradouras.
Fonte: The Guardian






