Pontos-chave:
  • 71% dos corrégoes na Inglaterra não têm acesso público a 100 metros de distância.
  • Campanheiros defendem o direito responsável ao acesso às águas e à terra.
  • A falta de acesso aos corrégoes é mais pronunciada no sudoeste da Cornualha até o norte da Inglaterra.

Acesso Negado: Quase Sete Decadas de Corrégoes Sem Uso Público

Um novo relatório do Right to Roam revelou que quase três quartos dos corrégoes na Inglaterra não têm acesso público, com 71% não oferecendo nenhum acesso adjacente a 100 metros. Os dados cobrem todo o país, abrangendo correntes de rios desde o sudoeste da Cornualha até o Rio Tweed, que flui pelo norte da Inglaterra e Escócia.

Acesso aos Córregos na Inglaterra Fica Limitado em Quase Sete Decadas
Acesso aos Córregos na Inglaterra Fica Limitado em Quase Sete Decadas

Lewis Winks, um ecossocialista ambiental do Right to Roam e líder da pesquisa, afirmou: 'O acesso aos rios deve ser um direito básico, mas a maioria permanece fora de alcance para o público.' Ele enfatizou que à medida que as extremidades do calor tornam-se mais frequentes e intensas, é crucial para a população ter acesso às vias d'água para resfriamento.

O relatório destaca disparidades regionais significativas no acesso aos rios. Por exemplo, 90% da margem de um corrego não tem direito de acesso, enquanto o número cai para cerca de metade em outro. Muitos caminhos designados como caminhadas estão afetados, como o Caminho Severn e o Caminho Test, que frequentemente se desviam dos rios devido a limitações de acesso.

Kate Rew, da Sociedade de Banhos ao Ar Livre, expressou sua visão para o futuro: 'Em 20 anos, quero ver rios vivos pela Inglaterra inteira, com pessoas livres para alcançá-los nadar, remar e passar tempo junto à água.' Ela enfatizou que a integração à natureza melhora a saúde e bem-estar. No entanto, ela destacou que 'pessoas poucas vezes lutam por lugares de onde estão excluídas', e acrescentou que os rios precisam ser defendidos pelas pessoas.

A resposta do governo tem sido mista. A administração Keir Starmer comprometeu-se a criar nove novos caminhos nacionais de rio, incluindo o Caminho Mersey. No entanto, Winks notou que o primeiro desses não resultou em nenhum aumento do acesso público. Os dados também mostraram que 96% dos rios na Inglaterra e na Escócia não têm um direito estatutário definido para atividades como nadar ou remar, tornando-os fora de alcance para a maioria das pessoas.

Diante de recordes de calor extremo continuarem a fazer famílias e jovens procurarem maneiras gratuitas de se refrescarem, há crescente pressão sobre os órgãos públicos para abordar esse problema. Serviços de resgate alertaram que entrar em água fria pode ser perigoso, especialmente durante temperaturas extremas. Os dados publicados pelo Right to Roam revelaram disparidades regionais significativas no acesso aos rios.

Luta por Ação: Direitos e Acesso à Natureza

Campanheiros estão pedindo ao Secretário do Meio Ambiente, Angela Eagle, para iniciar uma consulta sobre os direitos de acesso responsável às águas e à terra como parte de um 'verde papel de acesso à natureza'. Lewis Winks enfatizou a importância dessa iniciativa, afirmando que os rios devem ser acessíveis como um direito básico para a população poder beneficiar durante extremidades de calor. O compromisso do governo em restaurar a natureza e aumentar o acesso é bem-vindo, mas críticos argumentam que mais precisa ser feito para garantir que as pessoas possam desfrutar dessas vias d'água seguramente e livremente.

A falta de acesso aos corrégoes acessíveis é particularmente preocupante dada sua importância como fontes naturais de resfriamento em um clima aquecido. Reconectar comunidades com seus rios é essencial.

Fonte: The Guardian


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