Pontos principais:
  • Jamie Parker compartilhou sua jornada de confusão inicial até se tornar um verdadeiro 'Potterhead' através do seu papel como Harry Potter.
  • O designer de ilusionismo Jamie Harrison descreveu o processo meticuloso de integrar a magia à produção.
  • A entrada única para o Ministério da Magia foi criada utilizando uma adaptação astuta de um truque com mais de 120 anos.

Da Confusão à Comprometimento

Jamie Parker, que interpreta Harry Potter na produção, inicialmente se sentiu inadequado para o papel. Sua reação inicial era de confusão - ele se sentia um pouco velho demais para interpretar um adolescente. Ele havia lido a primeira história do Harry Potter e visto alguns dos filmes, mas já passava da idade certa quando tudo começou. Parker não sabia que há uma conclusão no último livro que coloca o enredo 19 anos depois, e é exatamente de onde a peça começa.

Trás o Mistério: A Criação de Harry Potter e o Último Chamado
Trás o Mistério: A Criação de Harry Potter e o Último Chamado

Inicialmente, Parker achou a ideia do show terrível, mas admitiu que muitos shows de sucesso são ruins no papel. Sua decisão de assumir o papel foi influenciada parcialmente pelo desejo de trabalhar com produtores Sonia Friedman e Colin Callender, bem como outros criativos como Jack Thorne. Quando ele terminou suas apresentações, passou algum tempo em Londres e depois um ano no Broadway, já havia ouvido a série inteira várias vezes e se envolvera plenamente na magia de Harry Potter.

A Ilusão por Trás da Magia

Jamie Harrison, o designer de ilusionismo, falou sobre o processo complexo de integrar magia à produção. Seu background em magia ajudou a compreender as complexidades envolvidas, mas ele foi inicialmente desencorajado por professores de teatro profissional a mencioná-lo no currículo. Apesar disso, Harrison aceitou o desafio e trabalhou de perto com o diretor John Tiffany para trazer elementos mágicos à vida na cena. A entrada do Ministério da Magia é um exemplo primoroso de seus esforços colaborativos; eles começaram com uma antiga cabine telefônica de emergência, transformando-a em uma spectacolar que os espectadores reconheceram como icônica.

Harrison enfatizou a combinação das técnicas tradicionais de magia e da tecnologia moderna usada na produção. Por exemplo, mencionou o uso de sombras e luzes, que criaram a ilusão de transformações mágicas, mas houve também uma equipe grande e uma extensa quantidade de tecnologia envolvida. Harrison também destacou o uso de portais trincados que os espectadores não podiam ver estavam sendo utilizados, adicionando à autenticidade geral do desempenho.

Uma Experiência Especial com o Público

As pré-estreias revelaram um público altamente engajado, com espectadores chegando 10 minutos antes do horário do espetáculo e mantendo seus telefones silenciosos durante todo o tempo. A expectativa era palpável, criando uma atmosfera que Harrison comparou ao lançamento mundial de Star Wars em um cinema só. John Tiffany, diretor, enfatizou a importância da precisão na execução das feitiços e dos efeitos mágicos, especialmente o feitiço Expelliarmus, uma ilusão altamente habilidosa que exigiu prática intensa por parte dos atores. Tiffany também mencionou a dedicação à detalhe e ao ofício da produção, não apenas na magia visual, mas também na tecnologia e equipe envolvidos.

O original show de duas partes comemora 10 anos de sucesso no teatro Palace em Londres, com planos para uma versão de uma parte expandida estrelando em 9 de outubro. Este marco marca dez anos de desempenho contínuo e envolvimento do público, consagrando Harry Potter e o Último Chamado como um fenômeno cultural no teatro.

Fonte: The Guardian


Joyce Parker

21 posts

Related post