- O Primeiro Ministro Andy Burnham promete enfrentar os cruzamentos por barcos menores
- Rota segura para refugiados é considerada necessária pelo governo do Reino Unido
- A Secretária de Assuntos Internos Shabana Mahmood pede reformas para abordar fatores atraentes
Declaração do Primeiro Ministro Andy Burnham
O primeiro ministro Andy Burnham prometeu ser “intransigente” na luta contra os cruzamentos por barcos menores após cerca de 50.000 migrantes entrarem no território espanhol de Ceuta, e ele disse que rotas seguras para refugiados são necessárias para combater as gangues de tráfico. Durante uma visita a Dover, o primeiro ministro enfatizou que embora aproximadamente 72% dos estimados 50.000 pessoas que entraram no território africano do norte da Espanha de Ceuta na semana passada tenham sido devolvidas ao Marrocos, ainda há muito trabalho a ser feito.
Progresso e Estatísticas

Terça-feira passada foi o dia mais ocupado para os cruzamentos por barcos menores no Canal até agora este ano, com 752 pessoas chegando ao Reino Unido. As estatísticas oficiais preliminares sugerem que 14.526 pessoas entraram no Reino Unido até agora neste ano, um decréscimo significativo dos números do ano passado (25.436) e uma diminuição de 43% em comparação com o mesmo período em 2024 (16.903). “Progresso está sendo feito, mas não estamos satisfeitos”, disse Burnham. Ele observou que o número de agentes do National Crime Agency trabalhando no combate ao crime migratório organizado dobrou desde o início de 2025, de 376 para quase 800.
Medidas de Segurança Aumentadas
Para enfrentar a questão, o governo aumentou significativamente as medidas de segurança. Mais de 2.000 pessoas cruzaram por barcos desde que Burnham assumiu no dia não especificado. As estatísticas do Home Office mostram que 326 pessoas chegaram em quatro barcos no sábado, trazendo o número para 2.057 desde que ele tomou posse de Keir Starmer. Isso representa um contraste acentuado com o mesmo período do ano passado quando houve apenas 1.962 cruzeiros.
Resposta do Governo e Críticas
A Secretária de Assuntos Internos Shabana Mahmood expressou desejo em abordar os “fatores atraentes” que levam as pessoas a embarcarem nos cruzamentos por barcos menores. Enquanto rejeitou copiar o método espanhol de devolver migrantes sem processar suas solicitações de asilo, ela enfatizou as complexidades da situação no Canal Ingles. “Precisamos mudar o cálculo e fazer com que as pessoas reconsiderem sua decisão de embarcar em tal jornada perigosa”, disse Mahmood.
Continuações de Preocupação e Reações da UE
A inundações na Ceuta resultaram em pelo menos 72 mortes, com a Espanha enfrentando desafios políticos e críticas internacionais. Autoridades espanholas instalaram barreiras ao longo de sua fronteira com o Marrocos para prevenir novos cruzamentos. Por outro lado, ministros da UE estão planejando reuniões emergenciais para discutir uma resposta unificada à crise em andamento.
Contexto mais amplo
A situação na Ceuta ilustra os desafios complexos enfrentados tanto pela Espanha quanto pelo maior bloco europeu. A onda de pessoas, que ocorreu em 24 horas a partir de quinta-feira, sobrecarregou a cidade com 85.000 habitantes, provocou uma crise política para Madri e resultou numa reação enraivecida de alguns países da UE, incluindo chamados para que a Espanha seja suspensa do bloco Schengen de livre circulação.
Conclusão
A situação tanto na Ceuta quanto no Canal Ingles destaca a urgência de esforços coordenados entre as nações europeias. O primeiro ministro do Reino Unido prometeu trabalhar em direção a rotas seguras enquanto aumenta as medidas de segurança, mas a natureza complexa dos desafios migratórios requer uma resposta mais abrangente e integrada do bloco da UE. Enquanto as discussões continuam nas alturas dentro do bloco, o foco permanece em encontrar soluções sustentáveis que abordem tanto os crises imediatas quanto as questões a longo prazo.
Fonte: The Guardian






