- A África do Sul recusou-se a ratificar um acordo bilateral de defesa, levando à cancelamento dos exercícios militares britânicos.
- Os desentendimentos incluem questões sobre financiamento e jurisdição para crimes.
- Um porta-voz da Defesa do Reino Unido expressou pesar mas permanece comprometido com a parceria.
- Disputas relacionadas à presença de tropas britânicas em Kenia têm levado a tensões contínuas.
Pontos Principais que Levaram ao Cancelamento
A armada britânica foi obrigada a cancelar um treinamento em Kenia após o governo local recusar-se a ratificar um acordo bilateral de defesa. De acordo com o jornal keniano Daily Nation, essa disputa se concentra na jurisdição sobre casos graves e no montante de dinheiro que a Grã-Bretanha paga para hospedar o campo de treinamento.
O líder da Comissão Nacional de Defesa do Kenia, Nelson Koech, enfatizou a necessidade de medidas mais robustas de responsabilização. Isso inclui jurisdição sobre crimes graves e proteção aumentada para as comunidades locais. A cancelação do treinamento planejado por uma unidade não especificada foi programada para começar em um mês específico, mas agora será realizado em outro local fora do Kenia.
Engajamento e Alternativas
Um porta-voz da Defesa do Reino Unido declarou que apesar do cancelamento, o Reino Unido permanece comprometido com sua parceria de defesa com o Kenia. O treinamento planejado, que deveria ocorrer em um local não especificado, será realizado em outro local fora do Kenia devido à falta de licenças necessárias.

O porta-voz enfatizou a importância de manter essa relação e destacou os benefícios econômicos para ambos os países. No entanto, o cancelamento causou decepção entre aqueles que teriam beneficiado da atividade econômica gerada pelo treinamento.
Conflitos e Tensões Contínuas
A decisão ocorre no contexto de questões persistentes com a presença contínua das tropas britânicas em Kenia. Um relatório recente apresentado ao parlamento do Kenia sobre o quartel BATUK (British Army Training Unit Kenya) acusou violações de direitos humanos, danos ambientais e abuso sexual por soldados britânicos.
O caso mais alto envolve uma pessoa que foi acusada de homicídio, mas nomes específicos não foram fornecidos. O caso é particularmente contencioso porque o Kenia mantém a jurisdição sobre o assunto e um julgamento de extradição está agendado para novembro de 2023. Robert Purkiss, o acusado, nega a única acusação.
As investigações legais haviam ficado paradas desde que o incidente ocorreu antes de 2013, mas avançaram durante o mandato do ex-secretário de defesa John Healey. Como shadow secretary of state for defence, ele chamou a antiga administração para fazer mais progresso no caso.
Pressões da Comissão e Perspectivas Futuras
Koech enfatizou as chamadas da comissão por medidas de responsabilização mais robustas, incluindo jurisdição sobre crimes graves, proteção aumentada para comunidades locais e implementação das recomendações do inquérito anterior sobre as atividades no quartel.
O porta-voz declarou: “O Reino Unido valoriza muito sua relação com o Kenia, que é fundamentada em benefícios mútuos, respeito e cooperação. A parceria de defesa Reino Unido-Kenia é uma das principais forças da nossa relação.”
Koech também notou que houve pressão contínua por parte do povo do Kenia contra a presença continuada das tropas britânicas.
Conclusão
O cancelamento dos treinamentos entre o Reino Unido e o Kenia ilustra a complexidade da cooperação militar internacional e os desafios de equilibrar benefícios mútuos com as preocupações locais. Apesar dessas tensões persistentes, ambos os governos estão ativamente envolvidos em buscar soluções mutuamente aceitáveis que atendam aos interesses de ambas as nações.
Fonte: The Guardian






